terça-feira, 15 de novembro de 2011

Preciso divulgar esse talento!!!!

Um Palhaço de Deus - Por Wesley Morais - matéria feita em: 29 JUNHO 2011


Pastor da Igreja Presbiteriana divulga o evangelho de Jesus de uma forma irreverente
Por Wesley Morais
- Tô num Gol todo arrumadão, equipado. Tem um cara irado atrás de mim porque eu tô devagar, amarrando ele.
- Ah, já tô te vendo. Fica parado que estou indo aí.
Uma das conversas mais emocionantes da minha vida aconteceu em um estacionamento, dentro do carro do próprio entrevistado. Local não menos incomum do que a história desta figura.
A vida de Júlio César da Silva, 29 anos, é o reflexo de um episódio ocorrido em junho de 1992. Um ano antes, estava ele jogando biloca em frente de casa quando num culto ao ar livre falaram de Jesus Cristo. Parou de brincar, foi até sua mãe e indagou: "Mamãe, quem é Jesus?". Sua mãe prontamente começou a falar-lhe. Disse que "Jesus era lindo, era bom, que Ele curava...". A memória infalível do pequeno Júlio, na época com aproximadamente 10 anos de idade, seria determinante para os próximos capítulos de sua história.
Aos 11, foi golpeado por uma meningite bacteriana meningocócica, doença rapidamente fatal. Internado no Hospital Infantil Varela Santiago, isolado da família, sua companhia era a fiel enfermeira Conceição. Na sala ao lado, tinha também amiguinhos com os quais só conversava por meio de bilhetes levados pelos enfermeiros nos quais escrevia mensagens positivas, dando força, dizendo que ficariam bem.
No espaço limitado do banco do carro, o pastor Júlio fecha os olhos e gesticula expressivamente desenhando a enfermaria na minha mente. A imagem gerada é azulada e triste, lotada de vazios e ausências. No oitavo dia de internamento, Julinho desabafa com sua amiga enfermeira: "Conceição, eu não aguento mais. Eu quero morrer. Eu tô com muita saudade do meu irmão, da minha mãe". Insistindo em ser repórter, com dificuldade engulo uma lágrima.
Na noite do mesmo dia, um senhorzinho do hospital abriu uma janela pela qual Julinho podia enxergar o céu. Era uma noite estrelada. Mas ele percebeu que uma estrela brilhava mais do que as outras. Foi quando se lembrou de Jesus. Então se ajoelhou na cama, cobriu-se com o lençol e fez uma oração: "Jesus eu sei que o Senhor existe porque a minha mãe disse que o Senhor existe e ela não mente. E ela disse que o Senhor curava. Me dá outra oportunidade de abraçar minha mãe. Eu prometo que um dia largo tudo, vou ser palhaço e vou pregar a Tua palavra". Dois dias depois o médico, após repetir os exames cinco vezes, constatou que não havia mais doença alguma. Júlio estava completamente curado.
O médico então mandou Júlio tomar banho para depois terem uma conversa. Ao ouvir isso o pacientezinho pensou: "Ferrou! Ele vai me dizer que vou morrer hoje!". O médico, emocionado, disse que ele ia para casa. O pequeno vencedor, agora aliviado, fez uma última pergunta: "Doutor, por onde minha mãe vai entrar?" O médico apontou para uma porta. Julinho, extremamente fragilizado, assentou-se e ficou com os olhos fitos naquela porta por intermináveis dez minutos. Nada o distraia. Antes de ela entrar, sentiu o cheiro do perfume Lavanda Pop e disse: "Minha mãe tá entrando". Foi até seu encontro e chorando, abraçou-a fortemente. Seu pai, também chorando, o abraçou e disse: "Meu mago véi, pra mim eu ia perder você".
Palhao_Bolinha_e_FininhoO Palhaço Bolinha de apenas dois anos de idade, participa da apresentação com seu pai, Fininho (Foto: Arquivo pessoal)Palhao_Bolinha_e_FininhoO Palhaço Bolinha de apenas dois anos de idade, participa da apresentação com seu pai, Fininho (Foto: Arquivo pessoal)
O pastor Júlio não para de falar, mas liga o carro e dá ré para liberar a saída de um veículo que estávamos trancando. Cessam as lágrimas. Próximo capítulo. Aos 18, alimentando o sonho de ser pastor, Júlio tinha que treinar. Em casa, amassava uns papéis, colocava em cima de alguns copos e pregava para eles. "Mas eles tinham coração duro. Até hoje nenhum se converteu", brinca o jovem pastor. Finalmente, sinto-me a vontade para sorrir.
Enfim, depois de 18 anos a promessa do hospital se cumpre. Já casado e com um filho, Júlio no mesmo dia, 25 de abril de 2010, foi ordenado pastor da Igreja Presbiteriana e consagrado palhaço. Segundo ele, foi o dia mais feliz de sua vida.  Hoje, se perguntado, o pastor Júlio diz: "Eu não estou realizado; eu estou totalmente realizado!". Sua vida é inteiramente voltada ao Projeto Dia Brincalhão que já alcançou aproximadamente 35 mil crianças, adolescentes e pais. Nele, o pastor Júlio transforma-se no Palhaço Fininho. Abriu mão de uma renda salarial de aproximadamente R$2.000 que ganhava como técnico em informática, para receber, como palhaço, uma ajuda de custo de R$600. Com muita alegria, faz palestras onde conta sua trajetória de dor e vitória. Diz que o homem tem três grandes patrimônios: o amor de Deus, o amor dos pais e a educação. “Se nessa vida você perder tudo e ainda lhe restarem essas três coisas, você terá o necessário para conseguir tudo de volta.”
            Olhando suas fotos, é impossível não ver o Palhaço Fininho no rosto do pastor Júlio, nem o contrário. Comum aos dois pode-se ver no rosto, maquiado e pintado ou não, uma alegria e um brilho diferente, muito bonito. E no dia em que chegar a hora, o pastor Júlio sabe bem como encerrar seu show: "Quando eu morrer quero ser enterrado como palhaço."
 
QUER CONHECER MAIS?? ACESSE: 
http://diabrincalhaonatal.blogspot.com/


Algumas fotos do Dia Brincalhão na Escola Municipal Profª Íris de Almeida Matos






Um comentário:

  1. Muito bom poder servir a Deus com alegria e ao mesmo tempo transmitir alegria,eu conheci o pastor Julio na IPR em Aracaju , parabéns é disso que as pessoas precisam,incentivo e o fininho não os guarda ,ele os doa assim como Deus nos deu seu filho como salvador , JUlio sou grato a Deus por sua existência e da sua família e do seu ministério Que Deus os mantenha.

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