sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Investimento em educação deve ser arma contra a crise

Texto retirado do Jornal Tribuna do Norte 
 Publicação: 14 de Fevereiro de 2012 às 00:00

 O que move um país é a formação de seu povo, disse a diretora de pós-graduação da Universidade Europea de Madrid (UEM), Rosa Sanchidria, em  Natal. Para Rosa, países como o Brasil - que se tornou a sexta maior economia mundial no final do ano passado - precisam investir mais em educação, principalmente em educação básica. Cerca de cinco mil crianças e adolescentes estão fora da escola, por falta de vagas, em Natal. O número, 25% maior que o de 2011, mostra o tamanho do desafio.

Países com mão de obra qualificada - e não só economia forte - terão mais chances de sair da crise, afirmou Rosa durante aula magna na Universidade Potiguar (UnP), ontem. Durante palestra voltada a estudantes de administração, comércio exterior e relações internacionais, ela abordou temas como formação liderança, crise e oportunidade. Para ela, não há países, mas setores em crise. Na Espanha, a construção civil, por exemplo, é o setor mais afetado. Outros segmentos, como o de energias renováveis, estão em plena expansão.

DIFERENCIAL

Quem estudar fora do país, mesmo por um período curto, segundo ela, sairá na frente. O primeiro passo é saber o que se quer fazer. Alguns entrarão logo no mercado de trabalho. Outros procurarão se especializar. Uma pequena parcela fará mestrado e doutorado fora do país, diz.

Rosa Sanchidria, que leciona na Universidade Europea de Madrid há 15 anos, apresentou as oportunidades oferecidas pelo Centro Universitário de Valencia. Também apresentou as áreas que oferecem mais oportunidades e os custos para se manter. O aluguel de um apartamento, por exemplo, custa em média 250 euros (567 reais, considerando a cotação de ontem - 1 real equivalente a 2,27 euros). 

Quando entram na universidade, os estudantes, sobretudo os estrangeiros, passam por uma entrevista e são encaminhados para o mercado de trabalho. "Fazer a graduação num país e a pós-graduação em outro se reverte em reconhecimento pessoal e profissional". Só a formação permitirá que os profissionais acompanhem as mudanças no cenário econômico e 'tirem' seus países da crise, conclui.

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